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Sem Centrão, Flávio será influenciado por radicais

A radiatividade da campanha de Flávio Bolsonaro, por si, afastou o Centrão da coligação presidencial. Ontem, o primogênito de Jair Bolsonaro ouviu a negativa do PP, o que significa que o União Brasil também não embarcará na chapa porque os partidos federados precisam atuar em conjunto. A tendência é que o Republicanos também indique neutralidade nesta eleição para dar liberdade aos palanques regionais.
Há uma série de razões que explicam a decisão do bloco, mas um deles merece atenção. Flávio não cumpriu um critério que Ciro Nogueira, cacique do PP, impôs para considerar o apoio: moderar o discurso.
Nos últimos meses, o senador seguiu o roteiro do irmão e defendeu – in loco – o adiamento do tarifaço dos Estados Unidos, contrariando setores da direita que agora tomam distância de seu palanque, como o agro. Anteontem foi a vez de Flávio chamar representantes estrangeiros para colocar em dúvida as urnas eletrônicas.
Seguindo os passos do pai, Flávio pode até agradar ao eleitorado bolsonarista, mas dificilmente será visto pelos independentes como um candidato mais moderado que o ex-presidente.
Sem os apoiadores experientes do Centrão para tentar trazer a estratégia da campanha para uma linha moderada, Flávio ficará ainda mais sob a influência de Eduardo e cercado por aliados – em sua maioria – ideológicos e sem filtro.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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