Após o evento de Flávio Bolsonaro com representantes de outros países, onde colocou em dúvida as urnas eletrônicas, aliados do pré-candidato à Presidência aguardam na próxima semana a chegada de dois representantes do governo de Donald Trump.
Riley Barnes – secretário assistente de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho no Departamento de Estado dos Estados Unidos – e Samuel Samson – secretário assistente de Barnes – pretendem conversar com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Os norte-americanos serão recebidos por dirigentes do PL. Segundo fontes, a vinda dos secretários foi uma iniciativa deles.
Há um movimento claro dos bolsonaristas para pressionar a Corte Eleitoral e, oficialmente, o discurso é de que esperam de Kassio “isenção” na condução das eleições. Nos bastidores de Brasília, fala-se que o ministro vem se aproximando de Lula e, por isso, está conseguindo emplacar seus indicados para outras Cortes.
Críticos de pesquisas de intenção de voto (em especial quando mostram Flávio em desvantagem), os bolsonaristas já foram vitoriosos com a proposta do presidente do TSE de criar um “selo de acurácia eleitoral” para “premiar” os institutos de pesquisa que mais acertarem os resultados do pleito.
Na segunda-feira, Flávio repetiu o erro do pai ao questionar as urnas sem qualquer prova. Segundo fontes, a estratégia não foi combinada com o partido, o que levanta a suspeita de que Eduardo Bolsonaro tenha incentivado o movimento.
Há, no entanto, quem defenda o discurso, alegando que voto impresso e “auditável” é bandeira do bolsonarismo e que Flávio não vai deixar de defender o “aperfeiçoamento” do sistema eleitoral.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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