A senadora Tereza Cristina avisou ao PL que não será vice da chapa de Flávio Bolsonaro porque seu foco é disputar a presidência do Senado em fevereiro do ano que vem.
Ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, Tereza é uma das líderes mais aguerridas e influentes do agronegócio, respeitada pela esquerda pela elegância no trato com os colegas, equilíbrio e por representar uma direita longe do extremismo.
A senadora integrou a comitiva de senadores que foi a Washington tentar reverter o primeiro tarifaço, há um ano. Nunca criticou abertamente Eduardo, mas não disfarçava o descontentamento com o estrago provocado no setor. Preferiu se preservar e evitar que suas críticas, uma vez expressas, se tornassem alvo de ataques dos radicais. Para Tereza, é um erro tratar o tarifaço como instrumento ideológico.
Desde então, a ex-ministra mergulhou nos assuntos do agronegócio e recentemente esteve à frente das negociações sobre a renegociação das dívidas dos agricultores. Quando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro se consolidou e seu nome passou a ser ventilado para formar a chapa, Tereza reafirmou sua intenção de concorrer à cadeira de Davi Alcolumbre.
Flávio está afastado da bancada ruralista, até agora sequer se reuniu com os parlamentares e hoje não há apoio integral do setor a sua candidatura presidencial.
Diante da sucessão de crises no clã Bolsonaro, em especial a que envolveu Michelle Bolsonaro, Tereza escolheu preservar sua biografia e, quem sabe, ser a primeira mulher a presidir o Senado.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil


