Presidente do STF no momento da maior crise institucional da sua história, o ministro Edson Fachin se posicionou publicamente hoje sobre a guerra aberta entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Se por um lado prometeu que não haverá omissão, que a resposta será rigorosa, mas sem precipitação, Fachin declarou que “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos”, falou em “compromisso com a legalidade” e pregou que as instituições “precisam ser preservadas”. “Nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor”, enfatizou.
Uma mensagem clara de que ambos os lados extrapolaram limites, porém sem julgamento de valor. O ministro não deu sinais de como será o rito da análise, para que lado penderá ou quando haverá respostas à sociedade, se limitou a dizer que fará o certo “no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”.
O presidente da Corte defendeu a criação de um código de ética e o fim do inquérito das fake news, este último em aceno para os bolsonaristas.
Fachin vai ganhar tempo, esperar os ânimos esfriarem e, até lá, deve construir uma solução para o impasse enquanto aguarda as manifestações dos envolvidos.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Fellipe Sampaio


