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Relator do Master, ministro segue roteiro de Moro

Há dois meses, o ministro Gilmar Mendes confrontou o colega André Mendonça em uma sessão plenária questionando sua condução no caso Master. O decano criticou a participação de Mendonça nas delações premiadas porque magistrados não devem atuar nas tratativas entre investigadores e colaboradores.
Com a experiência de quem viu o mesmo filme há quase 10 anos, Mendes não pretendia ameaçar, mas alertar para o rastro deixado pelo colega que poderá configurar nulidade futuramente.
Em 2014 nascia a Lava Jato, uma operação que foi derrubada pelo STF anos depois, quando se revelou que o juiz Sergio Moro participou ativamente no direcionamento das investigações, o que configurou parcialidade e provocou a nulidade em série das condenações.
Mendonça vem se utilizando de expedientes semelhantes a Moro. A exemplo do hoje senador, o ministro do STF derrubou o sigilo das investigações que comprometem Alexandre de Moraes e acabou jogando a opinião pública contra a Corte. Pouco antes do impeachment de Dilma Rousseff, Moro autorizou a divulgação de um áudio da presidente com Lula com a mesma finalidade.
Os jornais começam a enfatizar agora que, para atrair o apoio do ministro, Daniel Vorcaro estaria disposto a delatar personagens do atual governo – uma vez que PGR e PF não se interessaram pelo que ele tinha a oferecer. A postura do ex-banqueiro indica que sua defesa mira agora no governo Lula para salvá-lo.
Há críticas ao ministro no aspecto da interferência nas investigações e no atropelamento de ritos, como aconteceu com Moro. Mendonça alegou que não se pode jogar a sujeira para “debaixo do tapete”.
Para desmentir quem o chama de imparcial, o ministro tem a opção de atender um pedido que Ronaldo Caiado fez no debate da TV Bandeirantes e ceder à pressão para derrubar o sigilo de todas as investigações.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

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