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PLP 114: governo vê chance de se livrar de “bomba fiscal”

O avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo que possa encerrar as hostilidades no Oriente Médio e garantir a normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz começou a produzir reflexos em Brasília. Integrantes do governo avaliam que a possível estabilização dos preços internacionais do petróleo reduz significativamente a necessidade de manutenção dos subsídios aos combustíveis e, consequentemente, esvazia a necessidade de avançar com o PLP 114/2026.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto classifica a proposta como uma “bomba fiscal”. Embora o MPO e a SRI tenham buscado, nas últimas semanas, construir uma alternativa menos onerosa durante as negociações com Marussa Boldrin, relatora do PLP 114, a avaliação é que o texto final continuou produzindo impacto fiscal acima do desejado pelo governo.
O ministro José Guimarães admite, inclusive, a possibilidade de retirada da proposta, uma vez que o projeto é de autoria do líder governista. Paulo Pimenta disse que até sexta-feira poderá retirar o projeto.
Outro sinal observado foi o fato de Hugo Motta não ter mencionado o PLP 114 entre as prioridades ao anunciar a pauta da semana, o que vinha ocorrendo nas últimas tentativas de votação da matéria.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Vinicius Loures, Câmara dos Deputados

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