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Petista chega a setembro sob pressão de escândalo do suposto lobby do filho

Candidato à reeleição, o presidente Lula entrará no mês crucial da campanha eleitoral com o escândalo envolvendo o filho no topo das manchetes dos jornais. Há pelo menos três semanas o petista tem de lidar com vazamentos das investigações envolvendo o suposto tráfico de influência do filho, enquanto Flávio Bolsonaro vem conseguindo se distanciar do Dark Horse porque não surgem fatos novos.
Personagem central na trama em que Lulinha se meteu, a lobista Roberta Luchsinger teve exposto seu histórico de calotes e processos judiciais por dívidas antigas. Segundo a TV Globo, a amiga de Lulinha – a mesma que teria emprestado R$ 249 mil ao ex-chefe de gabinete do presidente da República, o Marcola – deve pagamentos de dívidas trabalhistas, serviços de tapeçaria e escola da filha, além de ter levado um empresário a perder uma fazenda para viabilizar um filme que nunca saiu do papel.
A campanha do PT não consegue criar fatos positivos capazes de mudar a agenda e os adversários estão explorando com maestria os desdobramentos das investigações.
Ao JN, Lula chamou a lobista de “pilantra”, defendeu a punição de quem tiver culpa comprovada e tentou se sustentar na premissa de que o grupo não conseguiu fechar contratos com o governo.
A crise foi instalada e está difícil explicar para o eleitor como uma figura como Luchsinger circulou com tanta desenvoltura no governo Lula.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Bruno Santos/Folhapress

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