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PEC 6×1: os desafios do governo e da oposição

Lula receberá Davi Alcolumbre e Hugo Motta hoje para colocar na mesa as prioridades do governo no Congresso na última semana de esforço concentrado. Em ótima fase com os presidentes da Câmara e do Senado, o petista traçará uma estratégia para tratorar a oposição e aprovar, em poucos dias, a MP da Taxa das Blusinhas nas duas Casas e a PEC 6×1 sem alterar o que os deputados já votaram.
Considerando que só restou ao setor varejista montar uma operação de contenção de danos, não há muitas dúvidas de que a base governista logrará êxito na MP. A questão é como a oposição vai manobrar para evitar que a PEC não seja promulgada antes de 4 de outubro.
Se o presidente do Senado sair da reunião plenamente disposto a alavancar a campanha petista em meio ao caso Lulinha, há duas ações possíveis para os aliados de Flávio Bolsonaro: a obstrução clássica e a tentativa de alterar o texto para que a PEC retorne à Câmara. Ao seu lado, o candidato do PL tem o apoio dos representantes dos setores e foi para organizar a tropa que ontem o primogênito de Jair Bolsonaro esteve na Fiesp. Flávio saiu com o discurso alinhado de que cabe ao trabalhador escolher sua jornada laboral e com a promessa de que os empresários vão atuar para obstaculizar.
Há ao menos uma segurança para o governo: com a CCJ presidida por um aliado (Otto Alencar) e a relatoria nas mãos de um governista em campanha (Omar Aziz), a PEC será aprovada na semana que vem na comissão. Ainda não dá para cravar que o mérito avançará nos dois turnos e sem modificações no plenário.
Se Alcolumbre não conseguir entregar tudo agora, o governo terá ao menos a perspectiva de votação entre o primeiro e o segundo turno da campanha, um trunfo contra a campanha adversária na reta final.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Ricardo Stuckert

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