O anúncio do ministro José Guimarães sobre a retirada da urgência constitucional do PL do fim da escala de trabalho 6X1 causou surpresa na base aliada e no próprio governo.
Na Câmara, deputados governistas consideraram um erro por tirar do Executivo o poder de pressão regimental sobre Davi Alcolumbre, que terá a pauta do Senado trancada em 45 dias se não votar o projeto. Na percepção de representantes do Executivo que estão participando das negociações, a PEC 6×1 – que já está parada no Senado – só terá chances de ser votada agora após as eleições.
O pedido de retirada da urgência veio de Hugo Motta há alguns dias porque a proposta – cujo conteúdo será o mesmo da PEC – já está travando a pauta da Câmara. Para liberar a votação de outros temas no plenário, Motta resolveu votá-la hoje.
O movimento de Guimarães acontece um dia após vídeo de Lula declarando apoio ao adversário do pai de Motta na Paraíba. A leitura de aliados é que o ministro não quer arranjar mais problemas com Motta. Guimarães acionou Lula na França para pedir sua anuência à retirada do regime de urgência.
A notícia causou frustração em quem contava com a aprovação da proposta antes das eleições. Em entrevista à Globonews, Guimarães disse esperar que o presidente da Câmara barre as pautas-bomba aprovadas recentemente no Senado.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Bruno Spada, Câmara dos Deputados


