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Guerra aberta no STF ofusca casos Lulinha e Dark Horse

Pela primeira vez em semanas, o presidente Lula viu o caso Lulinha sair do noticiário nacional para abrir espaço à guerra interna no STF, que ganhou novos contornos ontem. Vazou ao jornal O Estado de S.Paulo, num primeiro momento, o conteúdo da investigação que envolve o próximo presidente do Supremo, o ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo.
O próprio ministro teria editado o contrato de R$ 131 milhões em serviços advocatícios do escritório da sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, com Daniel Vorcaro. Dados extraídos do celular do ex-banqueiro mostram ele ele pediu ajuda ao ministro para tentar intervir junto ao PGR, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O ex-dono do Banco Master também teria consultado Moraes sobre qual estratégia adotar se a ordem de prisão fosse expedida.
Se a divulgação das informações em si já é suficiente para reabrir o confronto direto com o relator do caso, ministro André Mendonça, a possibilidade de incluir Moraes na investigação do caso ganha proporções jamais vistas. Mendonça não tem maioria na Corte, Moraes tem seu grupo definido e a tendência é se ampliar os esforços jurídicos – de todos os lados – para anular as apurações.
A revelação veio no mesmo dia em que a revista Piauí informa que Flávio Bolsonaro recebeu mais repasses de Vorcaro para bancar o Dark Horse do que havia admitido, alcançando R$ 74 milhões. A informação converge com o que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já tinha deixado escapar em entrevista há alguns meses: que o primogênito de Jair Bolsonaro tinha voltado à casa de Vorcaro depois de maio de 2025 para buscar mais dinheiro.
Os desdobramentos do envolvimento do ministro do STF com o ex-banqueiro também ajudaram a ofuscar mais uma “omissão” de Flávio.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Andressa Anholete/STF

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