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PEC 6X1: Motta fala em transição e isola Boulos

Às vésperas da apresentação do relatório da PEC do fim da escala 6×1, o ministro Guilherme Boulos (SGP) está fazendo uma mobilização nas redes sociais contra a possibilidade de regra de transição.
No comunicado divulgado na semana passada, Hugo Motta informou que a PEC estabelecerá 40 horas semanais de trabalho, dois dias de folga, sem redução de salário, e a validação de acordos por convenções coletivas. O projeto de lei do governo vai adequar a legislação ao que for estabelecido pela PEC.
O entorno de Motta afirma que o presidente da Câmara não cogitava inicialmente a transição, mas a pressão dos setores não dá alternativa que não seja aprovar de dois a cinco anos de transição, conforme revelado pelo relator, Leo Prates (Republicanos/BA).
Oficialmente o governo diz que não aceita a proposta, mas nos bastidores admite que “respeitará a decisão do Legislativo”.
Na Câmara, a movimentação de Boulos é vista como mais um episódio em que o ministro “atravessa” as negociações, hoje conduzidas pelo ministro Luiz Marinho (Trabalho). Há quem atribuía o fracasso no andamento do projeto que regulamenta o transporte por aplicativos à interferência de Boulos.
Quem participa das conversas diz que Motta vem “escanteando” Boulos das negociações.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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