Não é só a federação PP-União Brasil que postergou a definição sobre aliança com Flávio Bolsonaro. O Republicanos, que vinha considerando no início deste mês a possibilidade de composição com o filho 01 de Jair Bolsonaro, jogou para a segunda quinzena de junho a discussão interna.
Ao BAF, o presidente da sigla, Marcos Pereira, disse que as primeiras pesquisas apontando a queda de Flávio nas intenções de voto não surpreendem porque convergem com os levantamentos do partido.
Pereira revelou que as conversas sobre aliança com o PL em Minas Gerais ainda prosseguem, afinal o apoio do partido à candidatura do senador Cleitinho é relevante. Em outras palavras, o Republicanos está de olho mais na força do PL no Estado – em especial na influência de Nikolas Ferreira – do que em Flávio.
Ao contrário das expectativas iniciais, a candidatura de Cleitinho ao governo mineiro vai “até o fim”, garantiu o dirigente.
O possível apoio dos partidos de centro a Flávio retrocedeu nos últimos dias após a revelação de sua proximidade com Daniel Vorcaro. Ciro Nogueira, presidente do PP, também sofreu o impacto político da operação da PF, que apontou até pagamento de mesada ao senador.
Fontes do PL contaram ao BAF que a cúpula da federação segue conversando com Flávio, mas admitem o distanciamento hoje. Neste cenário, há quem defenda no partido que o Centrão “siga seu caminho”. Também ressurge nos bastidores a narrativa que marcou a candidatura de Bolsonaro em 2018: que “o grande mal do país é o Centrão”.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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