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Aro foi aliado de Cunha e relator de auxílios federais

Com o ponto final do Republicanos na candidatura do senador Cleitinho Azevedo, o plano A bolsonarista em Minas Gerais é um ex-aliado de primeira hora de Eduardo Cunha nos tempos de deputado federal. No primeiro mandato em Brasília, Marcelo Aro gravitou na órbita do então presidente da Câmara para ganhar algum protagonismo.
Por fidelidade, Aro faltou à sessão de cassação de Cunha. Segundo aliados, hoje não há nenhuma relação entre eles, embora Cunha tenha transferido sua base eleitoral para Minas.
No segundo mandato, Aro se destacou ao relatar o projeto que criou o Auxílio Emergencial em 2020, período da Covid. Na ocasião, o relator fez críticas públicas à falta de negociação do ministro Paulo Guedes e, ao final, o que era para ser R$ 500 de ajuda mensal virou R$ 600 no plenário.
Em 2021, o parlamentar do PP herdou a relatoria do Auxílio Brasil, programa criado na gestão Jair Bolsonaro para turbinar o Bolsa Família e tentar apagar a marca cunhada na gestão petista. Sob sua relatoria, o benefício social foi ampliado e os recursos para financiá-lo mais que dobraram.
A projeção das relatorias não foi suficiente para elegê-lo senador na última eleição. Em 2022, Aro ficou atrás de Cleitinho e do hoje ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Agora como palanque de Flávio Bolsonaro, Aro deve consolidar uma aliança com chances reais de governar o Estado.

Tarde demais para Cleitinho – Na reta final da formação dos palanques, o PL recebeu a indicação de que Cleitinho Azevedo estava disposto a disputar o governo mineiro. O partido, no entanto, já havia decidido apoiar a candidatura de Marcelo Aro (PP).
Cleitinho divulgou um vídeo produzido por IA sobre seguir na “missão” e o “incentivo” do irmão falecido para não olhar “nem para a esquerda, nem para direita”, mas “seguir em frente”. No Republicanos, se especulou até uma chapa com o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, também da sigla. A palavra final foi do partido do partido, que questionou o “timing” de Cleitinho.
O senador vinha de um momento de incertezas e desconfiança, principalmente após o vazamento dos áudios de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para Daniel Vorcaro.

PP – Em outra frente, o PL segue pressionando o PP para oferecer a vice da chapa presidencial.
Fontes disseram ao BAF que os bolsonaristas insistem em Tereza Cristina mas que, assim como ela, Ciro Nogueira resiste à ideia.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Marina Ramos, Câmara dos Deputados

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