Se anteontem o ministro Flávio Dino escalou a crise institucional e colocou pressão para Edson Fachin finalmente se posicionar, ontem o relator do inquérito que apura o uso indevido de emendas parlamentares aponta para o colega André Mendonça.
Ao determinar uma operação para apertar o cerco sobre o financiamento do filme Dark Horse, Dino manda uma mensagem direta a Mendonça: esse lado da investigação que envolve Flávio Bolsonaro está andando, o sigilo foi quebrado, mas a referente ao caso Master não.
A direita não demorou muito para culpar o ministro de favorecer a esquerda, seguindo assim o mesmo argumento usado pelos apoiadores de Lula para acusar Mendonça de agir eleitoralmente nesta reta final da campanha. Após cobrança pública de Lula para que os fatos sejam divulgados, Mendonça assinou a proposta de delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, empresário ligado a Daniel Vorcaro que fez os repasses à cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O filme, que sequer estreou, é um tema sensível que ronda a campanha de Flávio e que sempre deixa seus apoiadores apreensivos, afinal ninguém tem certeza se Flávio escondeu algo. Desde que foram revelados os áudios do senador pedindo dinheiro para Vorcaro, a palavra de ordem na campanha é repetir que todos os esclarecimentos já foram prestados.
No entanto, Nikolas Ferreira defendeu que a prestação de contas seja divulgada. “Se não tem nada, mostra tudo”, cobrou, o que gerou reação dos bolsonaristas, a começar pelo alvo da operação de ontem, Mário Frias. Nas redes sociais, Frias disse que o colega de bancada tenta desviar o foco do lobby que ele fez junto com Vorcaro.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Luiz Silveira/STF


