Parlamentares que se reuniram com Flávio Bolsonaro ouviram as explicações sobre a relação com Daniel Vorcaro, até deram um voto de confiança, mas com muita hesitação. A percepção é que só dá para acreditar na palavra de Jair Bolsonaro e, quando se trata dos filhos, é preciso desconfiar.
É cedo para falar em plano B para a disputa presidencial, dizem os aliados, o melhor é virar a página e mudar a pauta, dar o assunto por encerrado. E se a imprensa questionar a gravidade do pedido de dinheiro para Vorcaro, a resposta recomendada é: se o ex-banqueiro patrocinava veículos de comunicação como anunciante, captar recursos para um filme não é imoral.
O senador prometeu aos colegas de partido revelar, em até 30 dias, o contrato do filme e fazer a prestação de contas dos gastos da produção.
Há, no entanto, o receio de que os desdobramentos da captação dos recursos para o filme “Dark Horse” traga revelações envolvendo Eduardo Bolsonaro. Os aliados afirmam que, se tratando do caso Master, tudo pode acontecer, afinal Vorcaro era visto em Brasília como um “mecenas” e tinha relação com todas as instâncias de poder. Se os jornais trouxerem informações sobre Eduardo protagonizando qualquer denúncia, não há dúvidas entre os bolsonaristas de que a crise na campanha voltará a se instalar, afinal não dá para separar 01 de 03 na empreitada.
Na reunião de terça-feira, uma ausência foi percebida: a de Nikolas Ferreira.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Saul Loeb/AFP


