Um líder governista que está participando das negociações da PEC 6×1 disse ao BAF que haverá sim transição de 2 a 3 anos, com redução de 1 hora da jornada já neste ano. Nos bastidores, o governo reconhece o custo da mudança para os empregadores, a necessidade de “desaceleracão” gradual e aceitará a proposta para facilitar a aprovação.
Com essa composição, o governo estima que terá, no mínimo, 390 votos – chegando a 450 se metade da oposição votar com a PEC. O cronograma prevê a votação no plenário na quinta-feira da próxima semana, logo após a votação na comissão.
O texto final vai propor redução de 44 para 40 horas semanais, 2 folgas por semana (uma aos domingos), sem redução salarial e acordo definido em convenção coletiva nos casos, por exemplo, de categorias que não podem parar aos domingos (trabalhadores em restaurantes, enfermeiros, aeroviários, entre outros).
O acordo na Câmara é para que alguns temas sejam tratados no PL do governo, mas há quem defenda na base que o projeto não seja priorizado.
Segundo líderes governistas, Hugo Motta vem fazendo a ponte con Davi Alcolumbre para que a matéria seja votada antes do recesso no Senado.
Timing da votação – Após almoço com parlamentares da Frente de Comércio e Serviços, o relator da PEC 6×1, Leo Prates (Republicanos/BA), defendeu que o texto final se concentre no que é consensual.
Prates deixou claro a preocupação com o timing da votação, destacou que há várias particularidades nas categorias e que “não dá para fazer tudo de uma vez”.
O relatório, que seria apresentado ontem, foi adiado para a próxima segunda-feira, com votação na mesma semana na comissão.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Jones Perreira/Câmara dos Deputados


