in , , , , , , , , ,

A rotina do 7×1 no Senado sob a liderança de Wagner

A perspectiva de que Jaques Wagner deixaria a liderança do governo no Senado para se defender poderia ser a saída conveniente para o Palácio do Planalto se livrar de um problema: as dificuldades de articulação política com Davi Alcolumbre, que até hoje não restabeleceu totalmente a relação com o senador da Bahia.
O distanciamento entre os dois sobrecarrega outros aliados e são antigas as reclamações sobre a atuação de Wagner. Sua saída é defendida por governistas, que veem chances de melhora nas negociações.
Desde a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF, a liderança do governo na Casa vive uma rotina de derrotas acachapantes. O apagão na articulação impôs ao Executivo a aprovação de pautas-bombas, com perspectiva de votação da PEC da aposentadoria especial para agentes de saúde na próxima semana.
Senadores criticam, por exemplo, a entrada tardia do governo nas negociações das propostas e o atraso nas apreciações. Na sessão de quarta-feira, Wagner não estava no plenário quando Alcolumbre anunciou a intenção de votar propostas que o Executivo é contra.
As falhas na articulação do governo são graves e os sinais são de que os líderes estão esperando Lula entrar em campo para reverter o cenário. Uma nova rodada do “7×1” é aguardada para a semana que vem.
Questionado sobre a perspectiva negativa para as votações, Randolfe Rodrigues – que é líder do governo no Congresso, mas acaba fazendo as vezes de líder no Senado – repetiu o seu mantra: “cada dia com sua agonia”. Na quarta-feira, o petista se deu por satisfeito com o mero agendamento de uma audiência pública para discutir a PEC 6×1.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sessão do Congresso é cancelada em dia de pânico

Com líder do governo na mira, operação do Banco Master se assemelha a Lava Jato