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Treinado, Flávio Bolsonaro não foge do cerco e pode ganhar pontos com eleitorado

Flávio Bolsonaro se mostrou na sexta-feira bem-preparado para uma entrevista dura, que confrontou todas as questões sensíveis de sua trajetória e da família.
Calmo e dialogando diretamente com o telespectador, o senador normalizou o pedido de patrocínio a Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, mas não garantiu prestação de contas. Bem ensaiado, jogou o banqueiro no colo de Lula ao cobrar explicação sobre o “encontro secreto” dos dois.
O primogênito de Jair Bolsonaro vitimizou o pai, atribuiu a condenação a obra dos inimigos políticos num enredo “mentiroso” de tentativa de golpe de Estado.
Mais da metade da entrevista foi sobre questões relacionadas aos familiares: disse que Eduardo Bolsonaro faz trabalho de “conscientização” nos Estados Unidos e admitiu que o 03 errou ao agradecer Donald Trump pela imposição de tarifas ao Brasil.
De forma inteligente, o candidato do PL se saiu bem na explicação sobre sua relação com o ex-policial Adriano da Nóbrega e o ex-deputado preso Rodrigo Bacelar. Não foi confrontado sobre rachadinha e evolução patrimonial, temas que provavelmente também teria resposta ensaiada.
Flávio foi feliz na estratégia de se mostrar moderado: disse que vai respeitar o resultado das urnas, prometeu devolver a segurança para a população e se comprometeu em combater “a roubalheira generalizada”, temas que caem bem aos ouvidos do eleitorado médio.
No campo econômico, o candidato falou tudo o que se esperava de um postulante à presidência: disse que vai “acabar com a gastança” e que fará um governo enxuto, defendeu o ajuste fiscal – sem fazer economia em cima do mais pobre – e prometeu derrubar a taxa de juros.
Flávio tirou de letra o “cerco” dos entrevistadores do JN nesta noite.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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