O PL 5.017/19, aprovado recentemente na Comissão de Infraestrutura do Senado, pode produzir um dos maiores impactos sobre os custos do setor elétrico.
Toda celeuma se dá a partir do substitutivo aprovado que estabelece a contratação compulsória de 2,5 GW de termelétricas inflexíveis a gás natural e 4,9 GW de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), além de outras alterações estruturais no mercado de energia.
Na quarta-feira, nos corredores do Senado, associações do setor de energia e defesa do consumidor se articulavam para evitar que o projeto – de interesse do empresário Carlos Suarez – avançasse como item extra pauta no plenário. Fontes do PL afirmaram ao BAF que havia uma articulação do senador Marcos Rogério (PL/RO) em curso para emplacar a votação, mas que não teve sucesso. Marcos Rogério está em seus últimos meses no comando da comissão, onde o projeto foi aprovado à toque de caixa no dia anterior.
A ABRACE Energia, que representa os grandes consumidores, deve liderar um movimento contrário a esse projeto. A associação ainda calcula os impactos do PL e seus efeitos na conta de luz do consumidor.
O governo não esperava o movimento e já se prepara para frear o projeto no retorno dos trabalhos legislativos em agosto. Caso avance, uma fonte governista disse que a saída será o veto.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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