Na entrevista mais dura que enfrentou até agora, o presidente Lula teve de responder sobre temas difíceis, teve poucas oportunidades para fazer propaganda do governo e ficou na defensiva.
No quesito corrupção, que ocupou a maior parte da entrevista, o petista disse que o que se tem até agora sobre o suposto tráfico de influência de seu filho e seu ex-chefe de gabinete são “ilações”, mas que em seu governo ninguém será poupado. Vestindo o figurino da vítima de vazamentos desde a época da Lava Jato, Lula adotou o discurso de que o lobby dos investigados não levou “1 centavo público” e que não há registros de conversas envolvendo ministros.
Questionado sobre o envolvimento de Jaques Wagner com o caso Master, foi enfático na defesa da honestidade do senador.
Ao responder sobre o escândalo do INSS, o presidente se mostrou ensaiado: todas as vítimas foram ressarcidas, os acusados estão na cadeia e a quadrilha se criou em 2019, no governo Bolsonaro.
No campo econômico, o presidente disse que a trajetória da dívida pública “não preocupa” e desconversou ao ser pressionado a falar em redução de gastos.
Em relação aos Correios, outro tema sensível para o governo, Lula admitiu que a estatal não soube se adaptar “aos novos tempos”, prometeu que a empresa sairá da crise e se recusou a considerar sua privatização – mas admitiu a possibilidade de se associar a outra empresa.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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