A confirmação do tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros não trouxe nenhuma surpresa ao governo Lula, que já tinha nota à imprensa pronta e roteiro de reação confirmando a intenção de aplicar a política de reciprocidade. Diferentemente da manifestação politizada do Itamaraty de semanas atrás, desta vez o tom foi mais ameno, mas sem perder o foco na família Bolsonaro.
Até Ronaldo Caiado defendeu nas redes sociais a adoção das medidas de reciprocidade, postura de “não vassalagem” e atacou Flávio.
O pré-candidato do PL – que vive uma sucessão de crises – terá agora o desafio de se livrar da responsabilização pelo tarifaço e o PT não perdeu tempo. Vídeos com entrevistas de Eduardo confirmando que trabalhou pela aplicação de tarifas ao país já circulam no momento em que pesquisa Genial/Quaest aponta que 51% dos brasileiros enxergam as digitais do clã na medida dos Estados Unidos, contra 30% culpando o governo Lula.
O primogênito de Jair Bolsonaro terá a tarefa de apresentar argumentos persuasivos aos setores produtivos afetados pelo anúncio.
A seu favor, a campanha do PL deve explorar a declaração de Marco Rubio de que o Brasil não negociou de boa-fé. Contra Flávio pesará a defesa pelo adiamento das medidas e não o seu cancelamento.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Jefferson Rudy, Agência Senado


