Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, em Brasília, o ex-presidente Lula defendeu o princípio do “Estado forte” e descartou a elaboração de uma nova “Carta ao Povo Brasileiro” como forma de afagar o mercado. O petista também defendeu os princípios da credibilidade e previsibilidade como bases da política econômica do país.“Quero que todos vocês saibam que eu quero um Estado forte porque somente isso é capaz de acabar com a miséria. Não quero Estado empresarial. Quero o Estado como indutor do desenvolvimento social”, disse o ex-presidente. Indagado sobre a reedição de um documento nos moldes da carta feita em 2002, Lula usou o legado de seus oito anos de mandato como garantia de que vai manter a responsabilidade fiscal caso volte ao poder. “A melhor carta que posso assinar ao povo brasileiro é que eles leiam o que aconteceu quando fui presidente. Não preciso prometer. Para mim responsabilidade não precisa de lei, responsabilidade nasce com a gente”, afirmou o ex-presidente. “Economia não é uma coisa difícil. Você tem que ter duas coisas, credibilidade e previsibilidade. Tendo isso o resto vai administrando”. Lula não quis adiantar nomes que podem compor seu grupo de aconselhamento econômico, mas disse que já está com “tudo na cabeça”. Indagado sobre Henrique Meirelles, presidente do BC em seus governos, respondeu: “tem que perguntar pro Meirelles, mas agora ele está com o Doria. Gosto muito dele. Como o mundo é redondo quem sabe a gente possa se encontrar outra vez”.

Ricardo Galhardo – Direto de São Paulo

Share on whatsapp Share on facebook Share on twitter Share on linkedin

Copyright ©2020 Todos os direitos

Back to Top
Close