O Redata entrou em um verdadeiro limbo político. Desde seu envio ao Senado, o projeto praticamente desapareceu da agenda.
Agentes do mercado chegaram a apostar que o presidente Davi Alcolumbre poderia destravar a tramitação. A expectativa, no entanto, não se confirmou.
Nos bastidores, nem mesmo parlamentares envolvidos com o tema conseguem explicar qual seria o ganho político obtido com a manutenção do projeto na gaveta.
Diferentemente de outras pautas estratégicas do governo, o Redata dificilmente renderia dividendos eleitorais relevantes ao presidente Lula, embora fosse bem recebido por investidores e pelo mercado.
Também perdeu força a tese de que o impasse estaria relacionado às discussões sobre energia. Um parlamentar afirma que “se a moeda de troca de Davi fosse realmente a questão energética, isso já teria sido resolvido há muito tempo”.
Do lado do governo, embora a matéria continue sendo vista como estratégica, a avaliação é de que outras crises e prioridades acabaram ocupando espaço na agenda política. Segundo uma fonte do Planalto, “há temas mais urgentes e latentes neste momento”.
A percepção predominante em Brasília é que o Redata foi lentamente sendo empurrado para o fim da fila. E, por ora, não há indicativos de disposição para resgatá-lo.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Carlos Moura/Agência Senado


