Os negociadores do governo não trabalharam para derrubar a obstrução na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, do projeto que mantém a desoneração da folha de pagamento para 17 segmentos produtivos. Se aprovado, significa perda de R$ 8,3 bilhões por ano na arrecadação federal até 2026. Integrantes da equipe econômica afirmam que representantes do setor privado, principalmente dos que querem entrar na seleta lista de 17 segmentos, foram decisivos para a aprovação do projeto na CFT. Se o Congresso aprovar a desoneração da folha, aumenta a chance da recriação da CPMF ou tributo similar porque está cada vez mais difícil definir o orçamento de 2022, ano da campanha da reeleição de Jair Bolsonaro. Neste momento, a avaliação da equipe econômica é a de que a CPMF tem pouco tempo e pouca chance de sucesso entre os parlamentares em 2021. Para viabilizar o Auxílio Brasil de R$ 300 mensais, é preciso garantir receita suficiente, mas os senadores ainda não aceleraram a tramitação do projeto, aprovado pelos deputados, que muda o Imposto de Renda. Ele foi escolhido pelo governo para prever essa arrecadação ao tributar lucros e dividendos.
Arnaldo Galvão – Direto de Brasília
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