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Candidato do Novo escolhe não atrapalhar aliados

O Novo formalizou ontem a indicação de Romeu Zema para disputar a eleição presidencial e, sem nenhuma surpresa, não apresentou ainda o vice da chapa.
Na pré-campanha, o ex-governador de Minas Gerais ensaiou um discurso de independência, com críticas até a Flávio Bolsonaro. Apesar de ter dito, há mais de um mês, que “quem se aproximou de banqueiro bandido tem de ser visto com reservas”, o discurso inaugural da candidatura teve foco na esquerda e nem uma palavra contra o candidato do PL. “Minha bandeira é estar contra o PT”, reforçou.
Meses atrás, Zema causou uma crise no partido quando demonstrou que poderia confrontar Flávio, logo após a divulgação do áudio do senador pedindo dinheiro para Daniel Vorcaro. O tom da declaração de Zema agora mostra que prevaleceu o interesse dos aliados que têm aliança com o PL nos Estados.
Assim como qualquer legenda, o Novo busca ampliar bancada e, como disputa o voto do eleitor de direita, não tem interesse em se afastar do bolsonarismo.
Nesta segunda-feira, Zema escolheu não tentar tirar votos de Flávio e correr o risco de prejudicar seus correligionários. Na prática, significa operar como linha auxiliar do primogênito de Jair Bolsonaro no primeiro turno, se arriscar a terminar a campanha atrás de Ronaldo Caiado e Renan Santos e, no segundo turno, pedir votos para Flávio.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Douglas Magno, AFP

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