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Contra interferência, Lula traça um risco no chão

Os movimentos recentes do governo Lula em relação a Donald Trump e Javier Milei têm um único objetivo: marcar posição e reafirmar que no Brasil não se admitirá interferência no processo eleitoral.
Ainda que se possa criticar o artigo do presidente brasileiro no Washington Post por sinalizar disposição para o confronto enquanto o ideal seria distensionar, o objetivo da publicação foi expressar a posição brasileira sobre o tarifaço e dar o recado direto ao público norte-americano.
A política dos Estados Unidos de imposição de taxas aos países parceiros está posta, não há indicativos de que Trump voltará atrás e a tendência é a gestão Lula manter esse tom político, ainda mais porque a percepção é de que o tom altivo rende votos.
Já a convocação para consultas do embaixador brasileiro na Argentina sinaliza o forte descontentamento do Itamaraty. Ao subir o tom diplomático, o governo brasileiro tenta impor limites ao comportamento de Milei.
Embora Lula também tenha manifestado anteriormente preferência política na eleição argentina ou visitado a ex-presidente Cristina Kirchner, que está presa, o petista não usou de linguagem grosseira e ríspida contra Milei.
Ontem, no entanto, o ministro Dario Durigan usou da prerrogativa de não ser o mandatário para chamar o presidente argentino de “palhaço”.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Brenno Carvalho

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