A agenda oficial do presidente Lula não registrava “compromissos oficiais” ontem porque o dia era de resolver problemas.
Havia grande expectativa em relação ao encontro que o presidente teve com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, para tratar da permanência do petista na função. Com o desgaste causado pela revelação de que Wagner manteve uma relação mais próxima da órbita de Daniel Vorcaro do que se imaginava, a pressão era para que o petista tomasse a iniciativa de entregar o cargo. Ao final da reunião, Wagner anunciou a saída “em comum acordo” com o presidente.
A agenda “livre” de Lula também abria espaço para resolver o segundo problema: convencer Márcio França de que seu lugar na aliança é o de vice na chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. França busca protagonismo na disputa paulista e vai querer ser recompensado futuramente por ceder aos apelos em prol da aliança.
O terceiro “pepino” atende pelo nome de Davi Alcolumbre e se tornou uma conversa que o mandatário vem evitando, mas chegou a um ponto que não há mais para onde correr. O presidente do Senado ainda não deu fluxo na tramitação da PEC 6×1, ameaça votar mais pautas-bomba e já avisou que vai apreciar vetos presidenciais antes do recesso de julho.
O encontro com Alcolumbre é aguardado ansiosamente pela base governista no Senado para acontecer nesta semana.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Ueslei Marcelino


