O PSDB tem se esforçado nos últimos meses para recompor suas fileiras após a debandada causada pela polarização. Por sobrevivência, figuras clássicas do partido no Congresso, como Carlos Sampaio e Domingos Sávio, procuraram “novos rumos”. Governadores que poderiam liderar a renovação na legenda também saíram.
Hoje, o esforço do presidente Aécio Neves é resgatar a relevância do PSDB. Sobraram 17 deputados na Câmara e 3 parlamentares no Senado após a “força-tarefa” da última janela partidária.
A discussão em torno de uma candidatura tucana tem mais a ver com a necessidade de ampliação da bancada para o partido não virar um nanico de vez, afinal o risco é grande.
O PSDB dos dias atuais não tem orçamento suficiente do fundo eleitoral e tempo de TV para sustentar uma campanha presidencial de outrora.
Aécio teve de se candidatar à Câmara em 2018 porque não conseguiria se reeleger senador por Minas Gerais e correr o risco de perder o foro privilegiado. Em 2022 teve menos votos, mas conseguiu se reeleger. Os escândalos de corrupção fragilizaram o tucano nos últimos tempos e há quem diga que corre o risco de sequer renovar o mandato de deputado federal agora.
A leitura é que as conversas sobre candidatura presidencial de Aécio, mesmo com a provável derrota, visam retomar a projeção nacional (como aconteceu no seu envolvimento na articulação do projeto da Dosimetria). Os tempos do presidenciável que disputou de igual para igual com Dilma Rousseff em 2014 não voltarão mais.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Alex Loyola / PSDB na Câmara


