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Marinho incomoda aliados na campanha de Flávio, mas é praticamente introcável

O perfil centralizador do senador Rogério Marinho na coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro vem provocando críticas entre os aliados, principalmente após a reação errática diante da revelação de que o primogênito de Jair Bolsonaro tinha relação próxima a Daniel Vorcaro. Ninguém, no entanto, ousará pedir abertamente mudanças na coordenação da campanha.
Marinho foi uma escolha do ex-presidente e só ele poderá trocá-lo, ainda mais após desistir da candidatura ao governo do Rio Grande Norte – que tinha chances reais de ser vencedora diante da fragilidade do PT no Estado. O senador não só integrou o governo Bolsonaro, como é visto como um de seus mais fiéis aliados. Flávio pode abrir mão de seu amigo, Marcello Lopes, na coordenação da comunicação da campanha, mas não tem autonomia para trocar o coordenador geral.
Com ou sem insatisfação dos aliados, Bolsonaro tem a prerrogativa no PL de definir as duas funções (cabeça de chapa e chefe da campanha).
Passada uma semana de crise no núcleo bolsonarista, uma importante liderança evangélica deve se pronunciar sobre seu apoio a Flávio. O pastor Silas Malafaia prometeu divulgar um vídeo comunicando seu posicionamento.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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