in , , , , , ,

Sem perspectiva para definição sobre eleição no RJ

A operação que mirou o ex-governador Cláudio Castro (PL) na sexta-feira coloca mais um fato a ser considerado pelos ministros no julgamento do STF sobre a eleição no Rio de Janeiro.
Há mais de um mês o julgamento foi paralisado com um placar de 4×1 favorável a eleição indireta para governador no Estado. O ministro Flávio Dino aguarda a análise dos embargos no TSE contestando o acórdão do julgamento que tornou Castro inelegível. No âmbito da Corte Eleitoral, o Ministério Público alega que o acórdão não condiz com o que foi julgado.
A expectativa é que Dino libere seu voto assim que todo o trâmite processual se encerre no TSE, mas hoje não há previsão de data para isso. Após pedido de vista, o ministro tem regimentalmente 90 dias para liberar seu voto.
Se cumprir todo o prazo, Dino estará apto a votar na primeira quinzena de julho, ou seja, há chance de a decisão sobre a eleição para o mandato-tampão não acontecer neste semestre. E quanto mais se aproxima da eleição de outubro, aumenta-se a chance de o governador interino, desembargador Ricardo Couto, seguir no cargo até 31 de dezembro.
O presidente da Alerj e primeiro na linha sucessória direta, Douglas Ruas, esteve no dia 7 em Brasília, oficialmente para acompanhar o julgamento dos royalties de petróleo no STF. Ciceroneado pela cúpula do PL, Ruas também passou pelo Senado, onde conheceu Davi Alcolumbre.
Especula-se que o deputado saiu do Rio de Janeiro para defender a eleição indireta, que o tornaria governador por ter maioria na Alerj. Com a operação da PF contra Castro, seu aliado, o cenário tende a não favorecer Ruas no julgamento.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Divulgação / InfoMoney

Flávio Bolsonaro usa estratégia da “melhor defesa é o ataque” em primeira entrevista

LRCAP: Imbróglio jurídico tem fundo político