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PEC 6X1: Votação em outubro é a tendência, mas governo tentará sessão extra no Senado

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, explicou que a PEC 6X1 não foi à voto no plenário do Senado ontem porque o governo não tinha segurança de que teria 49 votos necessários para aprovar a matéria.
A estimativa do governo era ter algo em torno de 52 votos, mas a queda do quórum – estimulada pela oposição – deixou os governistas receosos e a decisão foi não arriscar.
A estratégia do governo agora é negociar com Davi Alcolumbre uma sessão extra no decorrer de setembro para votar o tema e, se não for possível, trabalhar para votá-la entre o primeiro e segundo turno da eleição presidencial. Alcolumbre avisou que só submeterá ao plenário quando houver condições de aprovação.
Como o BAF adiantou, votar a PEC em outubro pode servir de bandeira para Lula: basta convencer o eleitor de que a reeleição do petista é a garantia do fim da escala 6×1 e a vitória de Flávio Bolsonaro é a manutenção do modelo de trabalho.

CCJ – Dominada por governistas, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado cumpriu o script previsto: aprovou a PEC 6×1.
O relator, Omar Aziz (PSD/AM), manteve o texto como veio da Câmara e rejeitou as emendas de alteração do mérito. A base governista sustentou o discurso de justiça social e a oposição criticou o timing eleitoral do debate.
Rogério Marinho (PL/RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, defendeu a PEC da jornada flexível de trabalho e reclamou que a proposta não foi apensada ao texto encampado pelo governo por “conveniência política”. Flávio, por sua vez, não apareceu na CCJ para votar.
Governista, Eduardo Braga (MDB/AM) defendeu a proposta, mas sugeriu que uma nova PEC seja apresentada para tratar dos temas polêmicos que não serão resolvidos agora.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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