A nomeação de Teresa Leitão (PT/PE) como líder do governo no Senado não tem a pretensão de resolver o problema de articulação do Palácio do Planalto com Davi Alcolumbre, apenas ocupa um espaço deixado por Jaques Wagner (PT/BA).
Senadora de primeiro mandato, Teresa vinha ocupando a liderança do PT com uma atuação tímida e agora terá de representar os interesses do Executivo num momento delicado da relação com Alcolumbre.
A bancada do PT vem, nos últimos anos, sendo representada por senadores pouco expressivos, não havia muitas opções para o governo diante da crise. Até aqui, os grandes temas do governo passam pelo empenho e liderança de senadores de outros partidos, como Eduardo Braga (MDB/AM), Renan Calheiros (MDB/AL), Otto Alencar (PSD/BA) e Omar Aziz (PSD/AM).
Há muito tempo se reivindicava o retorno de petistas mais experientes, como Wellington Dias e Camilo Santana. O último voltou, mas tem uma missão mais árdua no Ceará.
Wagner vinha empurrando a articulação “com a barriga”, deixando o peso das negociações com o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e agora com o ministro José Guimarães. Com a ascensão de Teresa, o cenário não deve mudar.
O anúncio de Lula foi burocrático, sequer menciona ou agradece ao antigo líder, e dá à senadora uma missão: dar tramitação à PEC 6×1.
No teste político, a nova líder não carrega o peso de cuidar de uma reeleição, não tem uma agenda farta de votações até as eleições, mas terá de aprender a lidar – a toque de caixa – com Alcolumbre e suas vontades.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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