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No Rio, expectativa é de impugnação em massa de candidaturas pela Justiça Eleitoral

Não é só Anthony Garotinho (Republicanos) que corre o risco de ter a candidatura ao governo do Rio de Janeiro impugnada. Nos bastidores da política fluminense, especula-se que 60 candidatos podem ter suas candidaturas rejeitadas pela Justiça Eleitoral a partir da semana que vem – após o fim do prazo de registro oficial dos postulantes – por suspeita de envolvimento com o crime organizado.
A bolsa de aposta inclui João Felipe Drumond Espínola (PRD), que pleiteia uma vaga na Alerj e é neto do bicheiro Luizinho Drumond, ex-presidente de honra da Imperatriz Leopoldinense. O MPE também pediu a impugnação da candidatura de Val Ceasa (PRD), candidato à reeleição para deputado estadual. Val é acusado de ter relação próxima com uma facção criminosa no Complexo de Israel.
Corre o risco de ficar sem registro Márcio Canella (União) – que desistiu de concorrer ao Senado e optou por se lançar à Câmara dos Deputados – por ser apontado como “braço político” de um esquema de lavagem de dinheiro do setor de combustíveis. Canella é ex-prefeito de Belford Roxo e tinha o apoio do clã Bolsonaro.
Outro deputado estadual que tem a pretensão de continuar na Alerj é Rafael Nobre (União), mas a acusação de fraude em licitações de 45 contratos públicos pode atrapalhar seu plano. Já Diego Alba (PSDB) pode ser barrado por ter sido condenado num caso de tentativa de “saidinha de banco” em 2009.
A tendência é que o TRE consiga acelerar a análise dos registros. No caso de Garotinho, se espera que ele recorra até o TSE, deixando a palavra final da Justiça Eleitoral para próximo do primeiro turno ou, na pior das hipóteses, para depois.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Pedro Kirilos/Estadão

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