Hana Ghassan (MDB) ampliou numericamente sua vantagem em relação ao Dr. Daniel Santos (Podemos). É o que aponta a rodada mais recente da Real Time Big Data, depois de os postulantes aparecerem em empate técnico no levantamento anterior.
Hana passou de 37% para 40%, enquanto Daniel permaneceu em 35%. No segundo turno, o placar é de 42% a 36% para a emedebista.
Não é possível atribuir o cenário desfavorável a Daniel ao sextape vazado no início da campanha, já que o assunto está aparentemente superado. Os números indicam a capacidade do grupo de Helder Barbalho de alavancar a candidatura de sua sucessora. O ex-governador é bem cotado para o Senado e sua alta aprovação se reflete nos índices de Hana.
A candidata assumiu o governo em abril e disputa pela primeira vez uma eleição como cabeça de chapa, apoiada por ampla coalizão política.
A geografia eleitoral é chave na disputa. Os dois candidatos têm buscado o eleitor do sul e sudeste paraense, onde agronegócio, mineração e garimpo têm maior peso e o eleitorado apresentou comportamento mais conservador em 2022. Ambos têm feito acenos ao agronegócio, inclusive com propostas relacionadas a benefícios fiscais e infraestrutura rodoviária.
A polarização presidencial ocupa papel secundário na campanha estadual. Embora PT e PL estejam presentes nas chapas, Hana e Daniel têm priorizado suas próprias marcas e agendas locais.
No MDB, a palavra “reviravolta” é descartada na campanha paraense graças à influência do clã Barbalho.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Lucas Lima


