A perspectiva de votação da PEC do fim da escala de trabalho 6X1 no plenário da Câmara está mantida para maio, com tramitação da admissibilidade da proposta na CCJ em março e análise de mérito na comissão especial em abril.
O BAF apurou que Hugo Motta não pretende arrastar a votação até o fim do semestre, ou seja, quer concluir a tramitação na Casa no mês em que se comemora o Dia do Trabalhador.
Ao Valor, o relator na CCJ, Paulo Azi (União/BA), previu a entrega do seu parecer em abril e sugeriu a possibilidade da PEC se arrastar na Câmara até julho, início do recesso. Alguns requerimentos de audiências públicas foram aprovados pela CCJ, o que indica a predisposição de prolongar o debate na comissão.
A leitura é que Azi busca aumentar sua exposição e tenta chamar atenção do governo para que venha negociar também nesta fase.
Nesta semana, a CCJ ouviu o ministro Luiz Marinho (Trabalho), que disse ser contra um PL para tratar do assunto, o que demonstra um recuo na estratégia do governo. Já o ministro Guilherme Boulos (Secretaria da Presidência) avisou na semana passada que se houver obstáculos na apreciação, o governo pode optar por um projeto em regime de urgência.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Marina Ramos, Câmara dos Deputados


