Em boa fase com o governo Lula, Hugo Motta entregou a deputados governistas a condução da PEC do fim da escala 6×1 na comissão especial.
Com Alencar Santana (PT/SP) na presidência e Leo Prates (Republicanos/BA) na relatoria, o Palácio do Planalto poderá ditar o ritmo dos trabalhos e influenciar o relatório final. A única chance de enfrentar dificuldade na comissão será se a maioria do colegiado não for simpática às demandas do governo.
Motta escolheu o mesmo modelo de composição da votação do PL do IR: a presidência para o PT (Rubens Pereira Jr.) e um relator do Centrão (Arthur Lira).
Leo Prates é deputado federal de primeiro mandato e já participava da discussão do tema na Comissão do Trabalho da Câmara. Como era do PDT até um mês atrás e representa um Estado que costuma dar votos a Lula, Prates deve seguir a mesma linha governista.
No anúncio, Motta disse que o foco será votar uma PEC de redução da jornada, sem perda salarial. Ele sugeriu que em algum momento seja definido com Davi Alcolumbre um cronograma de votação também no Senado.
Os partidos já estão indicando seus representantes no colegiado, que será instalado hoje, às 14h. A ideia é fazer de duas a três sessões por semana para acelerar a apreciação, de modo a disponibilizar a PEC para o plenário até o final de maio.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


