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Drama do Redata se aprofunda no Congresso

O Redata saiu de promessa de investimentos bilionários para um impasse político. Empresas dizem que o sentimento é de “frustração”. O travamento no Senado, sob o comando de Davi Alcolumbre, expõe a falta de coordenação do governo para avançar a pauta.
Nesta semana, o presidente Lula chegou a dizer que o texto “pode avançar”, mas sem nenhuma sinalização exata e sem qualquer manifestação de Alcolumbre.
O caminho regimental também se estreitou: o avanço depende do PLP apresentado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães. O PLP pode incluir a “taxa das blusinhas”, que já mobiliza o forte lobby do setor têxtil para não deixar avançar o PLP.
O setor de gás também articula um novo posicionamento para não deixar o Redata avançar sem a inclusão da energia firme. A estratégia desse setor será demonstrar a Alcolumbre que, caso ele opte por avançar com o texto, o Amapá ficará de fora dos investimentos, pois o Estado é potência muito maior em gás natural do que em energia renovável.
Nos bastidores, o deputado Júlio Lopes defende pressão política coordenada e articula uma coalizão de frentes parlamentares para tentar destravar o tema.
Sem avanço, o Redata vira “lenda urbana” no Congresso e o setor já busca alternativas, como negociação no Confaz para desoneração de ICMS.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Kewl, Pixabay

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