A CPI do Crime Organizado terminará na próxima terça-feira, mas não sem dar sua cota de contribuição aos vazamentos da investigação que apura o caso do Banco Master.
Os jornais informam que o banco de Daniel Vorcaro distribuiu R$ 65 milhões, entre 2023 e 2025, a escritórios de advocacia, que vão de Michel Temer a Henrique Meirelles, além dos nomes já conhecidos. Ficou no ar quais serviços foram efetivamente prestados.
No compartilhamento de documentos enviados pela Receita Federal à CPI, chama a atenção que duas empresas do Grupo Massa, da família do governador Ratinho Jr., receberam R$ 24 milhões em três anos. O apresentador Ratinho foi garoto propaganda do cartão de consignado do banco, mas também não está claro o tamanho do cachê publicitário e nem se a relação com os negócios de Vorcaro foi ponto determinante para que o governador tenha desistido da disputa presidencial.
Em paralelo, surge hoje a informação de que o Master gastou R$ 60 milhões com autoridades em eventos no exterior, sem contar os detalhes das festas com mulheres e muito luxo.
Em Brasília, especula-se que a delação premiada do ex-banqueiro pode demorar além do esperado, ou seja, há a possibilidade de que o acordo com a Justiça não saia antes das eleições pela complexidade do caso.
Enquanto isso, a comissão que tentou entrar no tema – e foi impedida – vai divulgando o que tem do que pode ter sido o maior programa de distribuição de renda e diversão em troca de proteção política.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


