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De pai para filho

A carta de Jair Bolsonaro lida pelo 01 neste fim de semana, reiterando que seu filho é seu porta-voz e seu representante na disputa presidencial, é mais uma tentativa da campanha de Flávio de criar um fato novo e pedir união entre alas difíceis de conciliar.
Na carta, Bolsonaro reitera que não há plano B no ninho bolsonarista e deixa claro – a quem ainda não entendeu – que na sua cabeça não existe solução na direita que não carregue seu DNA.
É a mensagem de um pai pedindo apoio incondicional da militância ao filho, mas que serve também de recado ao partido, ao Centrão, à “imparável” Michelle e a todos que ainda não declararam apoio formal ao seu candidato de que chegou a hora de se mobilizar para eleição do seu candidato.
A leitura da carta do ex-presidente acontece no momento de especulação sobre uma possível candidatura de Flávio ao Senado pelo Rio de Janeiro e da expectativa de divulgação de um vídeo comprometedor do pré-candidato, justamente às vésperas da convenção partidária que vai oficializar a candidatura presidencial.
Sem conseguir fechar nenhuma aliança com outras siglas, Flávio usará a mensagem como uma espécie de “carta de recomendação” do ex-presidente ou, como definiu Valdemar Costa Neto, do “dono dos votos” do eleitorado de direita. Se a carta surtirá efeito, aí é outra coisa.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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