O cancelamento de mais uma sessão da CPMI do INSS ontem mostra que o colegiado passa por um momento de esvaziamento no Congresso.
As decisões sucessivas do STF dando o direito aos convocados a não prestar depoimento apontam para a inviabilização da comissão, faltando duas semanas para o fim dos trabalhos.
Se por um lado o STF não ajuda, por outro mora na Corte a esperança de prorrogação das investigações. A oposição aguarda o deferimento de um mandado de segurança favorável à continuidade da CPMI, já que Davi Alcolumbre não deu qualquer sinal de interesse na prorrogação.
O movimento é politicamente arriscado, já que a Corte pode se recusar a invadir a prerrogativa do presidente do Congresso de prorrogar ou não o funcionamento da comissão.
Hoje, a CPMI corre o risco de acabar sem ter avançado sobre Fábio Luís, o Lulinha, sem descobrir quem estava no topo da organização criminosa que fraudou aposentadorias e pensões do INSS e sem explorar os tentáculos do Banco Master.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


