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Alcolumbre enrola o governo por mais uma semana

Restam duas semanas de trabalhos legislativos antes do início do recesso e Davi Alcolumbre não moveu uma palha na tramitação da PEC 221/19, do fim da escala de trabalho 6×1.
O presidente do Senado dedicou um dia para a audiência pública no plenário, conversou com centrais sindicais e até defendeu a retirada do período de transição – há quem avalie que a sugestão visa atrasar ainda mais a promulgação porque a PEC voltaria para a Câmara.
Nos bastidores, Alcolumbre sinalizou que a PEC deve tramitar só na Comissão de Constituição e Justiça, mas a mensagem foi clara: sem conversa com o presidente Lula, a proposta não avançará.
O petista tem evitado o encontro porque estaria aguardando “um gesto” de Alcolumbre. Ele até adiou a votação da PEC dos Agentes de Saúde, mas avisou que vai levar o tema ao plenário antes do recesso.
À CNN, a nova líder do governo, Teresa Cristina, afirmou que vai trabalhar para destravar a pauta e “se der para votar agora, ótimo”. Ao BAF, o autor da PEC, o petista Reginaldo Lopes, disse contar com a “sensibilidade” de Alcolumbre para acelerar a votação.
Segundo o deputado, se a transição for retirada do texto, o Congresso pode apenas promulgar os trechos de concordância entre as Casas, mas o tema teria de ser votado em outra proposição. Sem essa previsão constitucional, pode haver insegurança, alertou Lopes.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

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