Enquanto a política do Rio de Janeiro ferve com prisões e “faxina” no governo estadual, a perspectiva entre os parlamentares fluminenses é que o desembargador Ricardo Couto seguirá à frente do Estado até o fim do ano mesmo.
Com a decisão do STF de só pautar a ação sobre o mandato-tampão em agosto, a perspectiva é de que os ministros não considerem a possibilidade de uma eleição direta faltando poucos meses de mandato, tampouco aprovem que o presidente da Alerj, Douglas Ruas, ocupe o cargo. Se houver novo pedido de vista, confirma-se a previsão de extensão do trabalho do desembargador.
Há quem considere a hipótese de o STF antecipar a posse do governador eleito em outubro, mas isso poderia abrir uma nova discussão sobre a constitucionalidade da medida.
O cenário eleitoral no Estado aponta o favoritismo de Eduardo Paes. Se Anthony Garotinho entrar na disputa, torna mais difícil a vitória do pré-candidato do PSD no primeiro turno – ainda que o ex-governador tenha alta rejeição. Garotinho também depende de liberação judicial para isso.
Fontes dizem que a estratégia no PL de tornar Ruas mais conhecido fracassou e que o deputado tende a conseguir um desempenho eleitoral parecido com o que aconteceu com Alexandre Ramagem na disputa pela Prefeitura do Rio.
Já o cenário para a disputa ao Senado aguarda a definição do PL sobre o substituto de Cláudio Castro. A expectativa é que o indicado seja o deputado Carlos Jordy.
No atual momento, Benedita da Silva desponta com grandes chances por não ter concorrência à altura na esquerda. Com a inelegibilidade suspensa de Marcelo Crivella, o deputado do Republicanos surge como forte candidato ao Senado e formaria palanque com Garotinho.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

