Quando Davi Alcolumbre começou a articular sua candidatura à presidência do Senado ainda no segundo semestre de 2024, um observador da cena política em Brasília disse ao BAF que o cálculo dele já mirava 2027. Explicava o interlocutor: Alcolumbre já dava como certo que iria voltar a sentar na cadeira em 2025 e fazia cálculos e acenos para 2027, levando em consideração que os prognósticos apontam que o próximo Senado será mais à direita e mais bolsonaristas.
Agora, ao se recusar a instalar a CPMI do Master ou tentar protelar a CPI para investigar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Mores, Alcolumbre arrisca sua reeleição no ano que vem. Se as pesquisas se confirmarem e os bolsonaristas elegerem vários representantes, eles poderão sacar algum nome para antagonizar com o atual presidente. Rogério Marinho e Tereza Cristina, por exemplo, são dois contendores com força.
Caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, a situação de Alcolumbre pode se complicar ainda mais: o 01 vai lembrar que ele evitou convocar sessão do Congresso para avaliar os vetos do PL da Dosiometria e, desta forma, pode apoiar outro parlamentar.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


