A campanha presidencial de 2026 começou com o registro das candidaturas e a entrega dos planos de governo. Sem maiores detalhes sobre como chegar aos resultados prometidos, os documentos representam mais uma “carta-compromisso” do que uma receita de como atingir os objetivos.
Lula até prometeu entregar um programa em duas semanas, mas a eleição deste ano não é sobre propostas, mas sim sobre rejeição. Os comícios de domingo não foram sobre quem é o melhor, mas sim sobre quem é o pior.
O petista pediu para a militância enfatizar na comparação com o governo de Jair Bolsonaro, já Flávio Bolsonaro bateu no ponto fraco do governo Lula: segurança pública e carestia.
Entre as figuras femininas relevantes das duas candidaturas, uma não enaltecerá as qualidades do enteado, vai focar no antipetismo. A outra entendeu que precisa combater a rejeição do eleitorado a sua própria imagem e começou surpreendendo ao homenagear Marisa Letícia.
A campanha eleitoral começa seguindo rigorosamente o script previsto desde o começo do ano pelos aliados dos dois lados: a exploração da aversão ao adversário.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: EPA/Isaac Fontana e EPA/Antônio Lacerda

