Apesar de constar na pauta do plenário desta terça-feira, o PLP 114/26 não foi apreciado pela Câmara. A Ordem do Dia foi encerrada sem deliberação da matéria.
Na semana passada, o BAF já apontava que a tendência era de votação apenas na semana do dia 10 de junho devido ao feriado e à concentração de lideranças políticas no chamado “Gilmarpalooza”, em Lisboa.
O adiamento não surpreende. Além da sensibilidade política do texto — que trata do uso de receitas extraordinárias do petróleo para compensar tributos sobre combustíveis e envolve negociações com setores de biocombustíveis, agronegócio e equipe econômica — havia a avaliação de que o tema dificilmente avançaria sem a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta, que está em Portugal. A matéria está entre as prioridades declaradas da presidência da Casa, mas exige coordenação política para acomodar os interesses.
Segundo fontes, Marussa Boldrin (Republicanos-GO) não concluiu a última versão do relatório. O texto segue sendo ajustado para tratar de pontos sensíveis, especialmente as demandas do setor sucroenergético para preservação da competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis.
A relatora se reuniu ontem com ministro Bruno Moretti (Planejamento) e com os presidentes de associações ligadas ao setor sucroenergético para buscar alinhamentos no texto.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil


