Em coletiva, o gerente de comercialização da Petrobras comentou que os preços estão defasados e que a empresa avalia “com carinho” a possibilidade de reajustes. A Abicom, associação de importadores de combustível, deve encaminhar um ofício para o Cade pedindo a análise dos preços indicados pela Petrobras. Segundo os cálculos da associação, há uma defasagem de 13% no preço do óleo diesel e 9% no preço da gasolina. O diesel está há 84 dias sem ajustes e a gasolina, 47. Na prática, a estatal tem segurado os reajustes por motivos políticos – não é segredo para ninguém que o tema irrita Jair Bolsonaro que já tentou de tudo para repassar a responsabilidade. O problema é que não há uma regra definida pela empresa, apenas informal: quando a defasagem atinge dois dígitos, a Petrobras costuma organizar mais um aumento. Além disso, a própria Petrobras tem que importar alguns combustíveis, como óleo diesel, o que indica que o custo com a operação não está sendo repassado nos preços mais baixos. A estratégia tem incomodado os importadores, que alegam ter suas operações inviabilizadas pela diferença no preço.

Equipe BAF – Direto de Brasília

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