Em uma semana que se falou menos sobre a crise hídrica, no setor elétrico o clima ainda é de incerteza sobre como serão os próximos meses, considerados os mais críticos na escassez hídrica. O consumo de energia já superou o patamar pré-pandemia, puxado pela retomada da economia, e pressiona o setor em um momento delicado do sistema. Especialistas apontam que a crise tem se agravado com o atraso nos efeitos das medidas de mitigação. Bento Albuquerque prometeu ontem que o programa voluntário de redução de demanda para grandes consumidores e residenciais sai em setembro, com incentivos para quem reduzir o consumo em horários de pico. Alguns agentes apontam, entretanto, que o programa já deveria estar de pé em julho para ter maior segurança sobre sua eficácia. Ainda se tem dúvida sobre como será a adesão da iniciativa, já que a campanha de conscientização não tem dado muito resultado. Mesmo no período seco este ano, houve menor chuva do que o esperado para algumas regiões do País. Junte isso a volta do La Niña e a alta temperatura do Atlântico, que devem frustrar o índice de chuvas no próximo período chuvoso, e integrantes da área técnica do governo disseram ao BAF que começa se ouvir corredores dos ministérios o que pode ser uma grande pedra no sapato para o governo: a crise hídrica provavelmente se estenderá até o próximo ano, em plena disputa eleitoral.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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