A decisão da Âmbar (J&F) de recorrer à Aneel para questionar o resultado do LRCAP acendeu um alerta entre agentes do setor, que passaram a interpretar o movimento como tentativa de reabrir o jogo após desempenho aquém do esperado no certame. A companhia pede a anulação de produtos com entrega em 2026 e 2027 ou, alternativamente, a reabertura de rodadas, sob alegação de falhas sistêmicas — incluindo erro de classificação da UTE Araucária II e bloqueio de lances para a UTE Santa Cruz.
A leitura dominante é de que, se houvesse falha sistêmica relevante, outros participantes também teriam sido impactados — o que não se verificou. Fontes da Petrobras que participaram do certame avaliam que o movimento da Âmbar é um reposicionamento oportunista, com elementos que, na prática, seriam atribuíveis a erro de estratégia ou interpretação das regras do certame.
Esse diagnóstico ganha força com a anúncio da saída do CEO Marcelo Zanatta, que embora tenha veiculado que sua saída já tinha sido acertada anteriormente, coincidiu justamente com o dia em que os recursos na Aneel vieram à tona e a crise tenha se instalado.
Nos bastidores, a única preocupação é que a J&F tem histórico de conseguir seus pleitos de maneira “inusual”.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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