O primeiro leilão de transmissão de 2026 confirmou um apetite agressivo dos investidores e terminou com contratação de R$ 3,3 bilhões em investimentos, 798 quilômetros de linhas e 2.150 MVA de transformação, com deságio médio de 50,69%.
O grande destaque foi a Engie, que levou os lotes 2 e 3 — incluindo o principal ativo do dia, com deságio de 54,83% — e reforçou a leitura de que segue entre os players mais competitivos e disciplinados na expansão da infraestrutura elétrica. A Cymi também saiu fortalecida, ao vencer os lotes 1 e 5 com deságios expressivos.
Do outro lado, a Axia, que vinha de protagonismo em certames anteriores por meio da antiga estrutura da Eletrobras, ficou para trás neste primeiro round de 2026 e perdeu espaço justamente em um leilão marcado por competição elevada e forte compressão de RAP.
A fotografia do certame é positiva para o governo e para o planejamento setorial, mas acende alerta sobre o nível de agressividade dos lances, motivo pelo qual, inclusive, a Axia não teve sucesso.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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