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PLP 114: Motta se compromete com o agronegócio

O PLP 114/26 entrou em uma zona de negociação política ampla e deixou de ser apenas uma proposta emergencial para combustíveis. A reunião de líderes desta terça-feira mostrou que o texto virou peça central da bancada ruralista na Câmara e passou a integrar uma costura maior, envolvendo a destinação das receitas extraordinárias.
A relatora, Marussa Boldrin, resiste à pressão do governo para retirar os dispositivos de interesse da bancada e sustenta que os mecanismos de socorro ao setor não são “jabutis”, mas resposta à deterioração financeira do campo.
Do outro lado, o líder governista, Paulo Pimenta, mantém a ameaça de retirada do projeto caso os chamados “penduricalhos” sejam preservados. O problema para o Planalto é que o presidente da Câmara, Hugo Motta, já assumiu compromisso político com a FPA e com Pedro Lupion, o que dificulta um recuo abrupto.
Nos bastidores, a tendência mais provável hoje é de acomodação parcial das demandas do agro, possivelmente com redistribuição de parte dos benefícios para outros textos, especialmente o Profert, numa tentativa de reduzir o desgaste fiscal sem romper o acordo político.
Há uma leitura, até mesmo entre líderes, de que o governo perdeu capacidade de impor veto absoluto ao conteúdo do PLP e que, caso decida retirar o texto, outro será apresentado pela bancada.O trabalho agora, conforme apurou o BAF junto à bancada do PT, é modular danos fiscais e narrativos.
A relatora ficou de buscar o ministro Bruno Moretti (Planejamento) para aparar as arestas e encontrar um “ganha-ganha” ou deixar o texto minimamente aceitável para o governo.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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